Seis estreias disputam sua atenção no fim de semana — do suspense teen gótico ao reality de namoro britânico e até luta livre ao vivo. Para ajudar, reuni os lançamentos que já estão no topo das buscas e os próximos que prometem esquentar as conversas nos próximos dias.
Tem opção para diferentes humores: investigação sobrenatural, drama jurídico, romance universitário, thriller psicológico, dating show e espetáculo esportivo. Se a ideia é maratonar, dá para emendar episódios; se o tempo é curto, um filme resolve; e, para entrar no clima de evento, tem transmissão especial no catálogo da Netflix.
O que chegou e o que já está bombando
Wandinha - 2ª temporada (6 de agosto) volta com Jenna Ortega no papel que virou fenômeno cultural. A história se passa no segundo ano da protagonista na Academia Nevermore, com visões perturbadoras envolvendo a amiga Enid Sinclair e um possível destino sombrio que, para piorar, pode ter sido acionado pela própria Wandinha. Catherine Zeta-Jones retorna como Mortícia, preocupada com os passos da filha e os ecos do passado da família.
Além do Direito (2 de agosto), série brasileira, mergulha no universo do direito corporativo pela perspectiva de uma jovem advogada idealista guiada por uma mentora fria e perfeccionista. A cada caso, dilemas éticos batem de frente com metas de escritório, reputação de clientes e o jogo duro do contencioso e das negociações.
Meu Ano em Oxford (1º de agosto) é para quem quer romance com cenário clássico. A protagonista cruza o Atlântico para realizar o sonho acadêmico e, no caminho, esbarra em um britânico carismático que guarda um segredo capaz de virar sua vida do avesso. O campus, os colleges e a rotina acadêmica viram parte da trama, que fala de escolha, ambição e vulnerabilidade.
Psica (estreia em 20 de agosto) já virou assunto nas redes antes mesmo de chegar. Os materiais de divulgação flertam com suspense psicológico, personagens em crise e uma atmosfera densa que não entrega tudo de cara. O elenco reúne nomes conhecidos e a direção é de um cineasta premiado, o que colocou a produção entre as grandes apostas nacionais do ano.
Love Is Blind: United Kingdom - 2ª temporada (6 de agosto) refina o formato que virou vício global: conhecer e se apaixonar sem ver a pessoa, apenas conversando em cabines. Com londrinos e britânicos de perfis variados, o programa provoca o público com encontros às cegas, pedidos de noivado e uma pergunta que sempre rende debate: conexão emocional sustenta um relacionamento no mundo real?
E tem WWE SummerSlam 2025 (2 de agosto), o tradicional evento do verão da luta livre, com cinturões em jogo, rivalidades no limite e aparições especiais. Mesmo para quem não segue cada storyline, a produção capricha no espetáculo, do palco às entradas, e entrega um pacote de entretenimento direto ao ponto.
Os 6 destaques da semana, em detalhes
1) Wandinha - 2ª temporada
O novo ano abre espaço para consequências. As visões de Wandinha agora tocam pessoas próximas, especialmente Enid, e levantam a suspeita de que certas escolhas do passado desencadearam algo que foge ao controle. A escola esconde segredos antigos, e a família Addams, como sempre, tem camadas a serem desenterradas. O conflito entre independência e legado dá a tônica.
O visual continua gótico, com humor ácido pontuando uma trama de mistério. Jenna Ortega sustenta a série com a mesma presença que encantou o público no primeiro ano, enquanto Catherine Zeta-Jones reforça as tensões familiares sem tirar os pés do melodrama divertido típico dos Addams.
Por que ver agora: a temporada eleva o risco pessoal para Wandinha, expande o mundo de Nevermore e trabalha melhor a amizade com Enid. É uma combinação de investigação, coming-of-age e fantasia que fala com quem cresceu assistindo a histórias de outsiders.
Para quem é: fãs de humor sombrio, mistério em ambiente escolar e dramas familiares que fogem do lugar-comum.
Clima do fim de semana: maratona com luz baixa, trilha dançante e zero paciência para fofura gratuita.
2) Além do Direito
O drama jurídico acompanha uma advogada em começo de carreira que descobre, na prática, como teoria e ética batem na parede do mundo real. O escritório que a acolhe tem reputação e clientes gigantes; a mentora exige excelência, frieza e resultados. Entre cláusulas, prazos e reuniões de crise, a protagonista testa limites sem virar cínica — uma linha fina que o roteiro explora com gosto.
Os casos tocam temas quentes do ambiente corporativo: danos reputacionais, disputas contratuais, governança e as implicações de decisões que impactam empregos e mercados. Em vez de romantizar a profissão, a série mostra bastidores: planilhas, e-mails fora de hora, pressão por billable hours e o peso de um parecer que muda a mesa de negociação.
Por que ver agora: produção brasileira com pegada realista, personagens bem delineados e aquelas discussões morais que rendem debate no grupo de amigos. É bom ver o país ocupando um espaço que, por anos, foi dominado por séries estrangeiras.
Para quem é: quem curte jogos de poder, dilemas éticos e histórias de mentor e pupila sem clichês de tribunal hollywoodiano.
Clima do fim de semana: sessão que começa “só um episódio” e termina madrugada adentro por culpa de um cliffhanger bem colocado.
3) Meu Ano em Oxford
O romance usa um cenário que por si só já conta uma história: bibliotecas centenárias, corredores com tradição e aquela aura de quem mora a dois passos da história. A protagonista encara o choque cultural, o peso da performance acadêmica e um relacionamento que exige escolhas. O segredo do par romântico não é firula — é o motor que obriga os dois a se olharem de verdade.
A química funciona porque o filme entende o básico: olhares, silêncio e o tempo certo das conversas. A fotografia valoriza a cidade sem virar cartão-postal vazio. E, quando precisa acelerar, o roteiro corta caminhos sem perder emoção.
Por que ver agora: é uma história de amor com ambição e tropeços plausíveis, feita para aquecer depois de uma semana pesada. Fecha redondo, sem prometer mais do que entrega.
Para quem é: fãs de romances universitários, encontros improváveis e trilhas discretas que grudam no ouvido.
Clima do fim de semana: cobertor, chá e celular no modo silencioso.
4) Psica (estreia em 20 de agosto)
A campanha esconde mais do que revela, o que é ótimo para um thriller psicológico. O que dá para cravar, pelos trailers: personagens em espiral emocional, montagem que brinca com memória e realidade, e uma estética que deixa você desconfortável na medida certa.
O elenco conhecido ajuda a ancorar a proposta, e a direção de um nome premiado sugere confiança de que a narrativa não vai se apoiar em truques fáceis. O barulho nas redes mostra que há fome por suspenses nacionais que tratem o público como adulto.
Por que colocar na lista: é a aposta brasileira do mês para quem gosta de teorias, reviravoltas e finais que pedem conversa depois. Vale ativar o lembrete e chegar no dia da estreia sem spoiler.
Para quem é: quem curte Black Mirror sem sci-fi, Desaparecida e tudo que tem narrativa pouco linear.
Clima do fim de semana: pré-aquecimento com trailer e trilhas tensas enquanto não chega a estreia.
5) Love Is Blind: United Kingdom - 2ª temporada
O formato segue a regra de ouro: nada de ver a pessoa, apenas conversar nas cabines. Se a conexão rolar, vem pedido de noivado e, só então, os encontros cara a cara. A graça da versão britânica está no humor seco, nas diferenças de classe e nos dilemas bem locais que aparecem quando a vida real entra na jogada.
O elenco mistura profissões e perfis, e a edição acerta ao alternar doçura com constrangimento — o combustível do reality. O pós-cabines continua sendo a etapa mais cruel e, claro, a mais viciante.
Por que ver agora: rende maratona com comentários em voz alta, bolão de casais e aquela sensação de que o amor precisa de conversa antes de qualquer filtro de selfie.
Para quem é: fãs de reality romântico com um pouco de caos controlado e zero medo de vergonha alheia.
Clima do fim de semana: assistir em grupo multiplica a diversão.
6) WWE SummerSlam 2025
É o “evento do verão” da luta livre, onde rivalidades estouram e cinturões mudam de mãos. A promessa é de card encorpado, entradas teatrais, pirotecnia e narrativa levada ao limite. Mesmo para quem não acompanha toda semana, o pacote de entretenimento é direto: espetáculo, carisma e coreografias que só funcionam ao vivo.
O ritmo é pensado para público amplo: momentos de impacto, respiro, surpresa e aquela luta que vira assunto nas redes. Vale preparar lanchos, ajustar o volume e entrar no clima de arena.
Por que ver agora: é o tipo de evento que funciona como ponto de encontro — junta amigos, rende reação coletiva e deixa o sábado com cara de final de campeonato.
Para quem é: fãs de esportes de performance, personagens maiores que a vida e narrativas com começo, meio e clímax em poucas horas.
Como escolher por humor e tempo disponível
- Quer maratonar suspense com humor ácido? Wandinha.
- Sente falta de um drama brasileiro adulto? Além do Direito.
- Prefere um filme único e reconfortante? Meu Ano em Oxford.
- Gosta de teorias e finais abertos? Coloque Psica no radar.
- Busca algo para comentar em tempo real com amigos? Love Is Blind: UK.
- Quer clima de evento ao vivo? WWE SummerSlam.
Dica final para o fim de semana: escolha uma ancoragem — uma série para maratonar ou um filme para fechar a noite — e deixe o resto como “segundo prato”. Assim você não perde tempo zapeando nem dispersa no primeiro obstáculo do algoritmo. Boa sessão.
8 Comentários
Wandinha é só mais um remake barato com Jenna Ortega repetindo o mesmo olhar assustado desde o primeiro episódio... mas tá na moda, então todo mundo fala disso. Eu prefiro assistir algo que não me faça sentir que estou vendo um comercial de Netflix em formato de série.
Se você quer algo que realmente toca a alma, sem exageros, sem clichês, sem necessidade de efeitos especiais - além do Direito é o que você precisa. A protagonista não é uma heroína, nem uma vítima. Ela é uma mulher tentando manter a integridade em um sistema que premia a mentira. Cada cena é um golpe de realismo. E o fato de ser brasileiro? É um orgulho. Nós conseguimos fazer isso. Sem precisar copiar Hollywood.
Meu Ano em Oxford é o tipo de filme que você vê quando precisa acreditar que ainda existe beleza no mundo. A química entre os atores é tão sutil que você esquece que está assistindo a um roteiro. É como ouvir uma música calma no fim de um dia pesado - não grita, mas fica com você. Recomendo com o chá quente e as janelas fechadas. 🌿
Eu não sei se é só eu, mas Love Is Blind sempre me deixa pensando se o amor de verdade precisa de tanta drama. Talvez a gente só queira acreditar que conexão é algo que acontece sem ver a cara da pessoa... mas no fim, a gente escolhe por aparência mesmo. Só que a gente não quer admitir.
Psica vai ser o novo vício nacional... mas só porque a Netflix está pagando para todo mundo falar sobre isso. Ainda não vi nada, mas já vi 17 vídeos de teoria no TikTok. Eles estão escondendo algo. Tudo isso é uma distração. Alguém sabe se o diretor já trabalhou com a Globo antes? Porque isso aqui é uma campanha de rebranding disfarçada de arte.
Considerando-se a qualidade técnica, a profundidade narrativa, e a representatividade cultural - além do Direito representa um marco histórico na produção audiovisual brasileira contemporânea. A direção de fotografia, o uso da luz natural nos ambientes corporativos, a construção psicológica da protagonista, e a ausência de melodramatização excessiva - tudo isso, em conjunto, configura um modelo de excelência que deveria servir como referência para futuras produções nacionais. Não há comparação possível com produções de baixo orçamento que priorizam o sensacionalismo em detrimento da verossimilhança.
Wandinha é só o começo. Eles estão usando o sucesso da série para testar um novo sistema de controle mental. As visões da protagonista? São sinais. A Academia Nevermore? É uma base secreta. E Catherine Zeta-Jones? Ela não é Mortícia. Ela é uma agente da ONU disfarçada de vampira. Já viu como todos os personagens têm o mesmo tipo de olhar? É programação. E o episódio 3? O som de fundo é uma frequência subliminar. Não assista. Desinstale a Netflix.
Quando eu era garoto, a gente tinha que esperar uma semana para ver o próximo episódio da X-Men. Hoje, a gente tem seis estreias no mesmo fim de semana e ainda assim se sente vazio. Será que a gente perdeu o sentido do desejo? O que estamos realmente buscando? Não é só entretenimento - é conexão. É lembrar que ainda podemos nos emocionar com uma cena de um filme, com uma conversa entre duas pessoas, com um silêncio bem colocado. Wandinha, Meu Ano em Oxford, até mesmo Love Is Blind - elas não são só produtos. São espelhos. E talvez, só talvez, o que a gente está vendo não é o que está na tela... mas o que a gente tem medo de ser.