Vale Tudo 2025: Remake Recebe Avalanche de Críticas
A aposta da Globo em reviver Vale Tudo para 2025 acabou se tornando um dos maiores tópicos de discussão entre fãs de novela e especialistas em televisão no país. O que era esperado como um tributo ao clássico dos anos 80 virou polêmica intensa, graças a escolhas narrativas que não agradaram nem um pouco quem acompanhava a novela diariamente. Desde sua estreia, nomes de peso como Bella Campos, Taís Araújo e Higor Campagnaro foram chamados para a missão de atualizar os personagens icônicos. Mas, parece que nem o novo elenco conseguiu escapar do descontentamento generalizado dos espectadores.
A principal bomba veio com a condução dos roteiros. Manuela Dias, responsável pelo texto, virou alvo constante nos comentários das redes sociais e em análises da imprensa especializada. Muitos fãs não perdoaram o que chamaram de "desmonte" dos protagonistas mais queridos da versão original, aquela exibida entre 1988 e 1989 e que, até hoje, ecoa entre os noveleiros de plantão. Protagonistas como Bartolomeu, Fernanda, André, Thago, Eugênio, Jarbas e Gilda simplesmente sumiram da trama sem explicação convincente, provocando sentimento de perda até entre quem estava disposto a dar uma chance para a repaginação da história.
Mudanças Inesperadas e Nostalgia dos Fãs
Um dos pontos mais contestados foi a forma como o destino de personagens emblemáticos foi radicalmente modificado do original para a nova versão. O caso mais barulhento envolve Leonardo, filho de Odete Roitman. No clássico de 88, ele morria em um acidente de carro, fator que movimentou e deu dramaticidade à narrativa. Agora, no remake, Leonardo está vivo, porém doente, algo que deixou muita gente boquiaberta por mexer com toda a lógica da história construída no passado. Muita gente nas redes sociais reclamou que a emoção das reviravoltas originais simplesmente evaporou com essa solução forçada.
Televisão é memória afetiva. E Sonia Abrão, famosa apresentadora, foi certeira ao dizer que fazer um remake de Vale Tudo não era só ousado, mas uma espécie de "tiro no pé". Afinal, a comparação com o passado é inevitável – e só se passaram pouco mais de 30 anos desde o sucesso icônico original. Abrão ainda destacou a dúvida de se nem mesmo a chegada da vilã Odete Roitman, agora interpretada por Débora Bloch, seria capaz de salvar a produção do fiasco.
Criticar por criticar não parece ser o caso. Especialistas apontam um padrão preocupante: as alterações no enredo parecem ter sido feitas apenas para mostrar algo diferente, e não por um real desejo de atualizar ou aprofundar temas clássicos. Resultado? A nova novela acabou ficando superficial, com mudanças pouco justificadas e personagens mal aproveitados.
No fim das contas, o remake de Vale Tudo virou assunto nas rodas de conversa, mas por motivos que ninguém da Globo gostaria. O público, decepcionado, correu para o YouTube e redes sociais em busca de cenas do Vale Tudo original, celebrando as atuações e tramas que ficaram gravadas na memória. O baixo índice de 5.3 em avaliações do IMDb com quase 200 opiniões só reforça o tamanho do desagrado. Para a Globo, o desafio é entender se vale insistir em recontar clássicos ou se é hora de buscar novas histórias para não perder ainda mais a confiança do público.
12 Comentários
Pô, isso aqui é remake ou sacrilégio? Mataram o coração da novela e ainda acharam que ia dar certo.
A Globo tá achando que o povo esqueceu o original? Sério? A gente não esquece não, irmão. Só queria que eles parassem de tocar esse lixo na TV.
Eu fiquei triste demais com o Leonardo vivo. Na versão antiga, a morte dele foi o ponto que fez tudo mudar. Agora parece que fizeram só pra não ter que mostrar o sofrimento da Odete.
Sabe o que é mais triste? Não é só o remake ruim... é que a gente ainda se importa tanto com isso. Essa novela era parte da nossa infância, da nossa casa, da nossa família. Agora tá tudo vazio, como se tivessem tirado o som da TV e só deixado a imagem.
É importante lembrar que remakes exigem respeito à essência do original. Alterações radicais sem justificativa narrativa ou emocional não são inovação - são negligência. A novela original tinha profundidade psicológica, moral e social. Esta versão parece feita por quem nunca viu o clássico.
Eu ainda acho que dá pra salvar. Se a Globo parar de tentar ser moderna só por moda e voltar pro que funcionava - drama humano, personagens reais, emoção verdadeira - talvez ainda consigam recuperar alguma coisa. Não desista deles, pessoal.
A estrutura narrativa da versão original era um modelo de construção dramática. A nova versão opera em superfície. Não há subtexto. Não há camadas. Não há trauma. Só efeitos.
Eles não fizeram um remake. Fizeram um crime contra a memória coletiva. E agora querem que a gente aplauda? Pode parar de tentar me convencer que isso é arte. É só marketing com cara de novela.
A Odete da Débora Bloch é linda, mas tá sozinha num mar de mediocridade. Ela tá tentando salvar um barco furado com um pano de prato. A gente merecia mais. A Globo merecia mais. A gente merecia um Vale Tudo que respeitasse o nome.
Se vocês ainda não viram o original, vão no YouTube. Vão ver o que é uma novela de verdade. Aí vocês vão entender por que todo mundo tá chateado. Não é inveja. É saudade de algo que não existe mais.
A morte de Leonardo não era só um evento dramático - era o ponto de virada que revelava a natureza da Odete. Mantê-lo vivo é como tirar o fogo da bomba e achar que ainda vai explodir. A lógica da trama foi abandonada em nome de uma falsa sensibilidade.
Acho que a gente precisa entender que a Globo tá perdida. Eles não sabem mais o que o público quer. Eles só querem copiar o que deu certo antes... mas sem entender por que deu certo. Isso aqui não é remake, é um erro de gestão. E o pior? A gente ainda paga pra ver.